Colaboração no desenvolvimento da arte do tapete para a artista visual Nita Monteiro.

Instalação. Pintura com barro e água sanitária sobre tapete da família da artista. Criado mudo, luminária de chão, sofá sem encosto que incorpora partes de uma luminária e dois puxadores de gaveta, dois bancos, vasos cerâmicos, espelho, garrafa de água de vidro, livros do acervo da artista – A poética do espaço, de Gaston Bachelard; A invenção da solidão, de Paul Auster; e Tudo sobre o amor, de Bell Hooks – xícara, almofadas, castiçais e plantas. Todos os objetos presentes são usados. 

De acordo com a curadora Valquíria Prates esta obra “é uma instalação que se coloca no museu como espaço de convivência para as pessoas e as suas obras. Um tapete de família, pintado com barro em letras em caixa alta como uma convocatória, sustenta o mobiliário doméstico deslocado temporariamente de sua própria casa: um sofá, uma mesa de cabeceira, uma luminária, um banco, vasos, uma xícara e três livros – de Bachelard, bell hooks e Paul Auster, com anotações e marcações de leitura da artista. Elementos do dia a dia da artista que, organizados no espaço expositivo, ressoam como lembranças de pessoas, tempos e vivências compartilhadas, numa investigação ininterrupta da possibilidade de perceber e construir com a materialidade da memória.” 

– texto do portfólio de Nita Monteiro


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